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Friday, November 4, 2011

Setor de motos registra queda

Redação AB www.automotivebusiness.com.br

Os emplacamentos de motos em outubro atingiram 146.110 unidades, queda de 16% na comparação com setembro e de 3% no confronto com outubro do ano passado. No acumulado do ano, contudo, com 1.580.156 unidades emplacadas, houve alta de 9% na comparação com o período janeiro-outubro de 2010, quando 1.448.020 motocicletas foram emplacadas.
“Se analisarmos o acumulado do ano, notaremos a recuperação do setor”, afirma Moacyr Paes, diretor-executivo da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos e bicicletas. Vale lembrar que o melhor ano para as motocicletas continuará sendo o de 2008. De janeiro a outubro daquele ano 1.657.962 unidades já haviam sido emplacadas no País, número 4,9% mais alto que o obtido no mesmo período deste ano.

Friday, October 28, 2011

Rolls-Royce chega ao Brasil em 2012


Redação AB 
www.automotivebusiness.com.br


Pela primeira vez em sua história a Rolls-Royce terá operações na América do Sul. A empresa anunciou esta semana que firmou parcerias com dois grupos de concessionários, um no Brasil e outro no Chile para oferecer seus modelos Phantom e Ghost nestes mercados. O CEO da Rools-Royce Motor Cars, Torsten Müller-Ötvös, (foto) está tratando pessoalmente dos negócios com os concessionários. No Brasil, os Rolls-Royce serão comercializados pela Via Italia, que já importa Ferrari, Maserati e Lamborghini. No Chile, os modelos de luxo chegam pelas mãos da Williamson Balfour Motors. Os dois importadores planejam abrir as revendas em março de 2012.

“O Brasil e o Chile têm apresentado um impressionante crescimento econômico, com uma demanda cada vez maior por parte de clientes perspicazes por produtos de alto luxo. A Rolls-Royce Motor Cars vem crescendo com muito sucesso em vários mercados emergentes de rápido crescimento e portanto é adequado estabelecermos uma forte presença no Brasil e Chile”, afirmou o executivo em nota.

A empresa anunciou recentemente que investirá o equivalente a € 11,5 milhões nos próximos meses para ampliar sua fábrica inglesa em Goodwood para atender a demanda global. As vendas mundiais da Rolls-Royce cresceram 41% nos nove meses de 2011 na comparação com o mesmo período do ano passado.


Indaiatuba recebe fábricas de máquinas para construção


Redação AB 
www.automotivebusiness.com.br

Duas fábricas serão construídas em Indaiatuba, a 100 km de São Paulo, com apoio da Investe São Paulo. Uma delas, da John Deere, produzirá retroescavadeiras e pás-carregadeiras de quatro rodas. A outra fábrica resultará de parceria entre a John Deere e a Hitachi Construction Machinery, para montagem de escavadeiras.

A matriz da John Deere na América Latina e o banco da companhia serão transferidos de Porto Alegre para Indaiatuba a partir de dezembro deste ano. “O Estado de São Paulo é o maior produtor e consumidor de máquinas e equipamentos do Brasil. Dispomos de diversas áreas e incentivos para empresas deste e de outros setores. A mudança da matriz da empresa na América Latina para Indaiatuba mostra a importância do nosso mercado”, destacou o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida.

A construção das fábricas deve começar no início de 2012, e a fabricação de produtos, no final de 2013. A John Deere investirá US$ 124 milhões e Hitachi Construction Machinery mais US$ 56 milhões. As unidades ocuparão dois terrenos, um de 300 mil m2 e outro de 200 mil m2, nas proximidades da SP-075, no bairro Caldeira. A expectativa é de que as duas unidades empreguem 600 funcionários e registrem um faturamento, em 2015, de US$ 100 milhões.

“Estaremos em uma localização privilegiada”, destacou o diretor de Assuntos Corporativos América Latina da John Deere, Alfredo Miguel Neto. As fábricas terão isenção de impostos municipais por 15 anos, conforme legislação vigente, e a prefeitura se comprometeu a duplicar o trecho que liga os terrenos à rodovia SP-075.

A Deere e a Hitachi já possuem um empreendimento conjunto nos Estados Unidos, no qual produzem escavadeiras. As duas empresas têm também um acordo de marketing nas Américas. "O anúncio representa mais um passo na nossa estratégia de atender clientes de equipamentos de construção nos principais mercados do mundo", afirmou Samuel Allen, presidente e CEO da Deere & Company. "O Brasil é um dos mercados para equipamentos de construção que mais crescem no mundo", ressaltou.

A Deere tem forte presença no setor agrícola brasileiro, com três fábricas de equipamentos de agricultura, sendo duas no Rio Grande do Sul, nas cidades de Horizontina e Montenegro, e uma em Goiás, na cidade de Catalão. A empresa possui também um centro de distribuição de peças para a América do Sul, em Campinas. As máquinas produzidas pela empresa em Indaiatuba terão índice de nacionalização de 60%, para atender às regras de financiamento da Finame, do BNDES."


Tuesday, October 25, 2011

Euro 5: Scania comenta adiamento no mercado argentino


Mário Curcio 
www.automotivebusiness.com.br

Durante a entrevista coletiva da Scania no 18º Salão Internacional do Transporte (Fenatran, de 24 a 28 de outubro no Anhembi), a companhia confirmou a adoção da tecnologia SCR pelos melhores resultado obtidos em campo e reforçou as vantagens da nova plataforma de motores de 9 a 13 litros. Uma delas é a flexibilidade para poder atender os veículos argentinos também com Euro 3, já que o país vizinho adiou a adoção da tecnologia Euro 5, que no Brasil entrará em vigor em janeiro de 2012. Sobre os transtornos que essa mudança de planos argentina pode causar à Scania, o vice-presidente de vendas e marketing, Christopher Podgorsky, falou a Automotive Business.
“A decisão (da Argentina) afeta a todos porque a indústria trabalha com perspectivas de médio e longo prazos. Não há prejuízo, mas transtorno na cadeia industrial. Nossa vantagem é ter a flexibilidade dessa nova plataforma de motores, mas não posso dizer o mesmo de nossos concorrentes”, afirma Podgorsky. “Temos 34% do mercado argentino.”

Sobre as perspectivas para o Brasil em 2012 com o início das vendas dos veículos Proconve P7, o executivo acredita: “No primeiro semestre deve haver uma acomodação do mercado. A retomada virá mais forte no segundo semestre.” Atualmente, a divisão brasileira da Scania responde por 25% da produção global da marca.

Friday, October 21, 2011

BMW planeja fábrica mais completa




Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br

A BMW apresentou ao governo brasileiro um plano de uma fábrica bem mais completa do que a inicialmente pensada, que só iria montar veículos em regime CKD ou SKD, com a maioria dos componentes importada. “Claro que diante das novas regras precisamos pensar em fazer mais do que só montar os carros no Brasil. Estamos estudando todas as possibilidades para estruturar melhor uma operação mais completa do que apenas uma linha de montagem”, confirmou Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, que no início desta semana levou a proposta ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento).

Significa que a mão do jogo agora está com o governo, que precisa decidir como irá enquadrar fabricantes de veículos que pretendem abrir fábrica no Brasil nas regras de nacionalização de produção dispostas no Decreto 7567, baixado em setembro passado, que obriga à utilização de peças locais em porcentual mínimo de 65%, determina investimento em pesquisa e desenvolvimento de 0,5% do faturamento e requer um mínimo de seis operações industriais feitas no País.

“Discutimos com o ministro só a ideia geral do projeto, porque existe uma série de variáveis que dependem agora do governo, para definir de que forma poderemos tocas essa operação adiante”, disse Henning nesta quinta-feira, 20, pouco antes de sua apresentação no “Dia da Engenharia Alemã”, realizada em São Paulo pela VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha).

Henning disse que a decisão final sobre a fábrica, com localização e tamanho do investimento, só será revelada em novembro próximo. Ele não quis revelar com quais estados está negociando, seis no total, e negou que a direção da BMW já tivesse escolhido Paraná ou São Paulo, como circulou na imprensa esta semana.

Sobre o produto a ser fabricado no Brasil, Henning disse que o plano é iniciar com apenas um modelo (provavelmente o Série 1, segundo fontes ouvidas por Automotive Business). “Mas claro que não queremos ficar com um só produto”, revelou.

O executivo afirmou também que a empresa nunca desistiu do projeto da fábrica brasileira, nem mesmo depois da edição do Decreto 7567. “Não desistimos de coisas estratégicas para o futuro”, assegurou.


IPI: decisão do STF ajuda, mas não resolve



Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de revogar o aumento imediato de 30 pontos porcentuais do IPI de veículos importados de fora do Mercosul e México foi recebida com misto de alívio e desinteresse pelos presidentes da Mercedes-Benz e BMW do Brasil. Para ambos, a medida ajuda um pouco, mas não resolve todos os problemas já causados.

“Veio tarde”, limitou-se a dizer Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW, que disse já ter reajustado a tabela da marca alemã no Brasil em 10%, e que faria novos aumentos até o fim do ano para compensar a alta de cerca de 28% nos custos de importação causada pelo impacto do IPI maior. “Isso é complicado, como será feita a operação de devolução do dinheiro de quem já pagou com aumento?”, perguntou. O executivo disse que ainda vai avaliar a medida, mas que provavelmente retrocederá os reajustes de preços com a redução do imposto.

Para Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz, a decisão do STF vai ajudar principalmente nas vendas de automóveis da marca. “Ajuda, pois já tínhamos muitas encomendas antes da alta do imposto. Ainda não reajustamos os preços e vamos mantê-los até quando for possível. Com isso acho que poderemos vender mais um pouco mais até o fim do ano”, disse, referindo-se ao prazo legal de 90 dias para que a alta do IPI passe a vigorar, o que seria a partir de 15 de dezembro.

Já para os cerca de 500 caminhões pesados Actros que já estavam encomendados na Alemanha antes da alta do IPI, Ziegler disse que a medida chega muito tarde, não resolve o problema, pois já havia começado o processo de renegociação com os clientes e, a partir de janeiro, o modelo passará a ser montado no Brasil, na fábrica de Juiz de Fora (MG), assim não daria tempo de retomar parte das importações que foram canceladas.


STF suspende aumento imediato do IPI para importados

Agência Estado 
via: www.automotivebusiness.com.br

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu na quinta-feira, 20, a cobrança imediata do aumento do IPI para carros importados, instituído pelo Decreto 7567, de 15 de setembro de 2011. Todos os ministros do STF entenderam que o governo deveria ter determinado que a alta só valeria após 90 dias da publicação do decreto, ou seja, só deveria vigorar a partir de 15 de dezembro deste ano. Eles também decidiram dar efeito retroativo à suspensão, desde a publicação do decreto.

De acordo com os ministros, a Constituição Federal determina que mudanças que impliquem aumento de tributos só podem vigorar 90 dias após a publicação de decreto ou lei. Segundo eles, esse é um direito fundamental dos contribuintes de não serem surpreendidos. "Em matéria tributária no Brasil, o princípio do não susto já seria bem-vindo", disse a ministra Carmen Lúcia.

Decano do STF, Celso de Melo, afirmou que a cobrança imediata do aumento do IPI era de uma "patente inconstitucionalidade".

A medida de aumentar o IPI dos carros importados fora do Mercosul e México foi adotada pelo governo como forma de "preservar os empregos no Brasil" e "fortalecer a indústria nacional". Pelo decreto, as montadoras que não tiverem 65% de conteúdo nacional em seus automóveis e caminhões, entre outras exigências, estão sujeitas a pagar o IPI maior.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a cobrança imediata da alta de 30 pontos porcentuais do IPI para carros importados foi ajuizada no STF pelo partido Democratas.

Reações
A decisão do governo brasileiro de aumentar o IPI para importados já vinha sendo questionada. Na semana passada, os maiores exportadores mundiais de carros acionaram a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a elevação do imposto.

O primeiro país a lançar o questionamento foi o Japão. Mas a Coreia do Sul também aderiu à iniciativa e governos como o dos Estados Unidos, de países da Europa e da Austrália se uniram à ofensiva contra a medida. Para esses países, a nova regra pode ser considerada uma violação das leis internacionais e seria "discriminatória". Ela fere acordos que regulam investimentos e ainda as regras de que um país deve tratar um produto importado da mesma forma que um nacional.

Para tentar amenizar as críticas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que o governo adotaria até o fim do ano regimes alternativos para atender as empresas que, embora não estejam ainda instaladas no Brasil, assumiram compromissos de fazer investimentos no País.

O ministro disse que não podia antecipar as medidas, mas confirmou que JAC e BMW apresentaram ao ministério propostas de instalação de fábricas no Brasil. Elas também pediram que o governo adotasse medidas para que não tivessem que pagar o aumento do IPI. 

Thursday, October 20, 2011

Rolls-Royce terá loja na cidade de São Paulo

Mário Curcio, AB 
www.automotivabusiness.com.br


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A Rolls-Royce terá uma loja exclusiva na cidade de São Paulo. Na segunda-feira, dia 24, o presidente da companhia, Torsten Muller Otwen, dará detalhes da operação no Brasil. Na década passada, a BMW (que controla a marca inglesa) trouxe a Rolls-Royce ao País com os requintes que a marca pede, como a possibilidade de escolha de cada detalhe de acabamento do carro pelo comprador antes e a promessa de técnicos ingleses atravessando o oceano para dar pronta assistência. Apesar de toda a pompa, o resultado final foi fraco

Paccar antecipa planos para América do Sul

Luciana Duarte, especial para AB
www.automotivebusiness.com.br

Os planos milionários traçados pela norte-americana Paccar vão além de conquistar a preferência dos frotistas e 10% do mercado regional até 2020. A subsidiária brasileira planeja abrir um Centro de Distribuição de Peças e exportar caminhões DAF para vários países da América do Sul.

A partir de 2013, a planta industrial de 30 mil m², em Ponta Grossa, Paraná, produzirá 15 mil caminhões médios da linha LF, semipesados CF e os extrapesados XF 105. A primeira fábrica da DAF Caminhões estabelecida em um país emergente receberá aporte inicial de US$ 200 milhões.

Sessenta fabricantes de peças e sistemas estão em negociação para abastecer a linha de montagem. Na lista de fornecedores já confirmados, estão Cummins, Meritor e Automotiva Usiminas fornecerão os motores, eixos e cabines. Serão importados da Holanda os motores Paccar MX 12,9 litros com tecnologia Euro 5 de pós-tratamento SCR, para equipar os caminhões semipesados e pesados.

A DAF Caminhões foi comprada pela norte-americana Paccar em 1996. Sucesso de vendas na América do Norte, Europa, e Ásia, os caminhões DAF são produzidos em Eindhoven, na Holanda, Leyland, no Reino Unido, e Waterloo, na Bélgica - onde a montagem do veículo é integrada com a produção de motores, cabines, eixos e chassis.

caminhão DAF desfila nas ruas de Ponta Grossa (PR) que terá fábrica da Paccar
Nesta entrevista exclusiva concedida a Automotive Business, Bob Christensen, vice-presidente executivo da Paccar, avesso a fotografias, apresenta com entusiasmo parte do time que conduzirá as operações no País. Marco Antonio D'Ávila foi nomeado a presidente da DAF Brasil, Michael Kuester assume o cargo de diretor comercial e Donald Stewart o de diretor financeiro. Na função de recursos humanos, Rob Van Den Nieuwenhof terá o desafio de encontrar profissionais experientes e qualificados para a nova fábrica: “O time não está completo”, avisa o executivo. Confira a seguir a entrevista.

Automotive Business – Como a Paccar enxerga o atual estágio de desenvolvimento do mercado de caminhões no Brasil?
Bob Christensen – Na América do Sul o Brasil é o mais importante mercado, com vendas no patamar de 170 mil veículos comerciais acima de 6 toneladas. É uma região que oferece excelentes oportunidades para a linha DAF. Esperamos crescimento nos próximos anos. Com certeza haverá períodos de retração, devido às questões de curto prazo, mas as perspectivas na economia brasileira são excelentes. Nesse sentido, o mercado de caminhões deve acompanhar o crescimento do Produto Interno Bruto.

Automotive Business – Quais planos estão traçados para a subsidiária brasileira?
Bob Christensen – A fábrica em Ponta Grossa é a primeira da Paccar entre os países do Bric. A cidade tem logística muito boa, está próxima de importantes portos e dos nossos fornecedores, o que facilita a entrega dos veículos completos no mercado interno e exportação. Iniciamos as vendas de veículos série CF no Chile, Equador e Peru este ano. No momento estamos importando da Europa os veículos para atender estes mercados. Mas o objetivo é utilizar a planta brasileira e exportar para toda a América do Sul, oferecendo o mesmo nível de produtos e serviços que predominam no portfólio da marca no mundo.

Automotive Business – E como competir com as montadoras já estabelecidas nesses países?
Bob Christensen - A DAF, Kenworth e Peterbilt são marcas conhecidas e preferidas por clientes em todo o mundo. Nos últimos anos os Kenworth da Paccar conquistaram uma participação significativa em países da América do Sul, a oeste dos Andes. O nosso objetivo é introduzir com sucesso os caminhões DAF nesses países. Ofertamos veículos com baixo custo operacional, conforto ao motorista e um excelente desempenho em todas as condições na estrada. Os nossos caminhões têm bom valor de revenda e os compradores de caminhões usados pagam por essa durabilidade. Além disso, a rede de concessionários garantirá a disponibilidade de peças e um serviço excelente.

Automotive Business – Isso explica a decisão recente de abrir um Centro de Distribuição de Peças em Santiago, no Chile?
Bob Christensen – Sem dúvida. Este centro de distribuição de peças é apenas o primeiro a dar suporte à estratégia de crescimento nos países que atuamos. Mas não será o único, outros serão abertos no Brasil e em pontos estratégicos a serem definidos para dar apoio às revendas e suporte aos clientes.

Automotive Business – A Paccar quer atingir 10% de participação do mercado até 2020. A Iveco Latin America em dez anos de operação não atingiu essa marca. Como pretende alcançá-la?
Bob Christensen – A DAF tem uma reputação enorme na Europa por ofertar produtos de qualidade e dar suporte excelente ao cliente. No Brasil vamos reunir todas essas virtudes para oferecer um excelente produto para a nossa rede.

Automotive Business – Como essa rede será estruturada no Brasil?
Bob Christensen – A DAF terá 120 revendas independentes escolhidos de forma criteriosa em cada região brasileira. As primeiras nomeações serão anunciadas em 2012, outras revendas ao longo de 2013. O grupo terá empresários com profundo conhecimento dos clientes e das exigências do mercado local.

Automotive Business – Já foram definidos os principais fornecedores? Quem são?
Bob Christensen – Estamos em discussões com diversos fornecedores, mas ainda é cedo para lançar nomes. Posso adiantar que serão 60 principais, a maioria tem operações no Brasil e já são fornecedores de peças e sistemas globais da Paccar. Todos estão localizados a até um dia de viagem da planta paranaense.

Automotive Business – Qual a taxa de nacionalização dos veículos?
Bob Christensen – A maioria dos componentes será entregue por fornecedores locais. A meta é superar 60% de conteúdo nacional e se qualificar para o Finame. A montagem dos caminhões será semelhante à de nossas fábricas no Nafta e na Europa.

Automotive Business – Nos Estados Unidos e na Europa as revendas de caminhões recebem o suporte da Paccar Financial Services. Esse modelo de operação será adotado aqui?
Bob Christensen – O plano inicial é usar um grande banco brasileiro, com ampla cobertura em todo o País para oferecer linhas de créditos aos transportadores.

Automotive Business – Os caminhões DAF serão equipados com motores Paccar e Cummins. Quais são as potências?
Bob Christensen – Os veículos semipesados e pesados CF e XF 105 terão motores Euro 5 SCR da Paccar, MX, importados da Holanda. Já a linha LF, de caminhões médios, utilizará motores da Cummins feitos no Brasil. Existem várias classificações em cada um dos nossos modelos. A LF terá 185 a 300 hp, a CF e XF 105 até 510 hp e torque de até 2.500 Nm. Para cumprir as rigorosas normas de emissões Euro 5 adotaremos a tecnologia de pós tratamento SCR. É simples, confiável e eficiente.

Automotive Business – Os veículos já foram testados?
Bob Christensen – Sim, os resultados dos testes rigorosos da DAF caminhões na região têm sido excelentes até agora. Foram mais de 1 milhão de quilômetros rodados na América do Sul, incluindo o Brasil, nos últimos dois anos. Os veículos foram testados em condições extremas para avaliação de sua durabilidade. Nosso objetivo é validar o desempenho dos veículos, utilizando diesel local e dirigindo nas mais variadas condições de estradas brasileiras e nos países andinos.

Automotive Business – Qual a participação da Paccar nos mercados em que atua?
Bob Christensen - Na Europa o market share é de 15% no mercado acima de 15 toneladas, na Austrália de 20% e no Nafta de 30%. A DAF é líder no Reino Unido, Holanda, Bélgica e Portugal, onde é representada pela Evicar, Comércio de Camiões S.A. Esses resultados refletem o contínuo progresso da DAF a caminho do objetivo de atingir 20% de market share a médio prazo.

Automotive Business – O que o frotista pode esperar na Fenatran?
Bob Christensen - Na Fenatran o frotista terá a oportunidade de conhecer de perto toda a nossa linha DAF LF, CF e XF 105. Além desses caminhões vamos exibir a família de motores Paccar. Também mostraremos uma gama completa de soluções visando aumentar o desempenho do transporte.


Monday, October 17, 2011

Japão e Coreia contestam alta do IPI na OMC

Redação AB
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O Japão e a Coreia protocolaram recursos na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra o aumento de 30 pontos porcentuais no IPI de carros importados, anunciado pelo governo e formalizado no Decreto 7567. Os países afirmam que a medida fere o princípio básico da entidade, a não discriminação, desrespeitando o artigo sobre tratamento nacional das empresas, que impede diferenciação de produtos nacionais e importados.

David Wong, diretor da Kaiser, consultoria especializada no setor automotivo, destaca que a iniciativa asiática pode ter como efeito colateral a fragilização nas negociações bilaterais do País com a União Europeia no segmento, que estão sendo retomadas. “A probabilidade de o Brasil resistir à ação proposta na OMC é pequena”, acredita.

Ainda que a vigência do Decreto se estenda por apenas um ano, o governo brasileiro terá que devolver os tributos recolhidos a mais se a OMC acatar o pleito dos asiáticos. "Há efeito retroativo, ainda que se esgote o período previsto para o ato executivo", alerta Wong.


Carlos Ghosn"Demoramos, mas encontramos o caminho certo no Brasil"

Mário Curcio, AB 
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Durante a primeira semana de outubro, Automotive Business esteve na cola do presidente mundial da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, em três diferentes momentos. O primeiro foi a apresentação do utilitário esportivo Renault Duster, em Foz do Iguaçu, dia 4. Nos dois dias seguintes também acompanhamos o executivo nos anúncios da ampliação da fábrica de São José dos Pinhais (PR, R$ 500 milhões) e da futura fábrica da Nissan em Resende (RJ, R$ 2,6 bilhões).

Empolgado com o desejo de abocanhar 13% do mercado com as duas marcas até 2016, Ghosn lembrou que em setembro a Renault atingiu 6% de participação pela primeira vez e anunciou que o ano deve se encerrar com 200 concessionárias Renault, havendo a abertura de uma revenda por semana, em média, até o fim de 2011.

Na entrevista a seguir, Ghosn fala sobre os primeiros anos da Renault como fabricante no Brasil e do futuro da marca no País.

Automotive Business - A aliança Renault Nissan pretende alcançar 13% de participação no mercado brasileiro até 2016. As projeções indicam que em cinco anos o mercado brasileiro de veículos será de 5 milhões de unidades. Fazendo-se as contas, Renault e Nissan juntas colocarão em 700 mil veículos no mercado em 2016. O senhor confirma essa previsão?

Carlos Ghosn - Tudo vai depender de onde estará o mercado: 4 milhões, 5,5 milhões, o que vale é a participação de mercado. Nossa produção seguirá o mercado brasileiro.

AB - Nos primeiros anos, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais tinha uma grande capacidade ociosa. Isso era algo planejado?

Ghosn - Infelizmente, não. Quando uma montadora chega a um mercado, ela precisa de um pouco de tempo até achar o rumo certo e a Renault demorou um tempo para achar produtos necessários ao mercado brasileiro, a organização necessária, os talentos necessários. No início, essa ociosidade ocorreu porque não tivemos o carro certo para o Brasil nem a organização certa.

Demoramos, mas, até que enfim, encontramos o caminho certo. Estou muito feliz agora que temos alguns produtos que são sucesso comercial como Sandero, Sandero Stepway e não tenho dúvida de que o Duster será um sucesso. Tudo isso nos ajuda a olhar para frente com muito otimismo (talvez por esquecimento Ghosn deixou de citar o Logan, quinto sedã pequeno mais vendido no Brasil).

AB – O segmento de transporte é importante para a Renault no Brasil, tanto que os senhores acabaram de anunciar a venda de mil Kangoos para os Correios. Pode haver alguma renovação desse modelo para carga ou passageiro como forma de fortalecê-lo por aqui para concorrer com o Fiat Doblò?

Ghosn – O Kangoo é uma peça-chave para a Renault em nível mundial, tanto que este mês lançaremos uma versão elétrica do carro na Europa. Mas, no Brasil, nosso futuro é mesmo a versão utilitária (ao lado de Ghosn estava o presidente da Renault no Brasil, Jean-Michel Jalinier, que descartou a intenção de renovar a versão de passageiros do Kangoo).

AB – Há pouco o senhor ressaltou a importância do centro de design da Renault em São Paulo (responsável pelo Sandero 2012). Conversando com consumidores e outros jornalistas tem-se a percepção de que o desenho de alguns carros da Nissan não agrada muito ao consumidor brasileiro. Existe algum plano de começar a adequar os produtos da marca ao nosso mercado?

Ghosn – Não, hoje não há planos porque existem prioridades. A primeira é a produção local. Depois vêm as adaptações do produto às tendências do mercado brasileiro. A Renault está em dia com as metas da gestão atual do grupo, a Nissan está atrasada. Com o desenvolvimento de seus planos, ela poderá copiar as boas práticas da Renault. E uma dessas práticas é o centro de design em São Paulo.


Friday, October 14, 2011

Novo presidente da Scania LA define planos

Redação AB 
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Martin Ståhlberg (foto) esteve em viagem pela América Latina durante setembro, participando de reuniões de planejamento e conhecendo sua equipe, depois de assumir a presidência da Scania Latin América no início do mês. Ele recebeu a missão de apoiar os negócios na região, que respondem por um quarto das vendas globais da companhia. Uma de suas tarefas será ajudar na retomada do ritmo dos negócios no Brasil, onde o market share da companhia até o final de setembro era de 7,55% no segmento de caminhões, com 9.800 unidades emplacadas. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinha 9,69% de participação, a marca perdeu posição para a Volvo e Iveco. Na área de ônibus, a empresa emplacou 833 unidades, com 3,28% do segmento, um recuo em comparação aos 3,83% do ano passado, quando comercializou 801 unidades. Em nota distribuída na quinta-feira, 13, o executivo registrou que seu trabalho será promover cada vez mais a integração entre produção e a área de vendas e serviços; e apoiar o desenvolvimento do Scania Retail System, equivalente ao Sistema de Produção Scania para a área comercial na rede de concessionários.

Ståhlberg é sueco e iniciou sua carreira na Scania em 1991, como trainee da área de marketing na Suécia. Depois disso, desenvolveu seu conhecimento do negócio Scania com passagens por vendas, exportações e serviços, atuando como gerente regional, responsável pela rede de concessionários e diretor regional. Sua última posição antes de assumir a região América Latina foi de diretor geral da Scania França, onde permaneceu entre 2005 e 2011. O executivo sucede a Sven Antonsson, que continuará atuando no Conselho de Administração do Grupo Scania e a fazer parte do conselho de diversas empresas Scania na América Latina, Ásia e África.

Wednesday, October 5, 2011

III Fórum Automotive Business será em 9 de abril



Redação AB
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O III Fórum da Indústria Automobilística, promovido por Automotive Business, já tem data definida: será em 9 de abril de 2012, no Golden Hall do WTC, em São Paulo, um dos principais centros de eventos da cidade e palco de lançamento de produtos da indústria automobilística. Os organizadores pretendem aproveitar a experiência bem sucedida das edições anteriores e introduzir uma série de novidades na programação para estimular o networking e atividades durante os intervalos das palestras e painéis.

A área reservada para as apresentações será ampliada, permitindo a realização de sessões paralelas para ampliar os temas em análise. Serão utilizados novos recursos de multimídia e a infraestrutura da webTV Ab. “Será um superfórum para avaliar o novo momento da indústria em ambiente de competição feroz, marcado pelos avanços asiáticos”, disse Paulo Ricardo Braga, editor da revista Automotive Business.

Ele estima que R$ 50 bilhões em aportes permitirão elevar a capacidade do parque industrial para a produção de 6 milhões de veículos por ano, desenvolver sistemas e veículos mais modernos e incentivar a inovação. “Já ocorre uma revoada ao País de empresas especializadas em engenharia e tecnologia automotiva. Elas abrem escritórios locais ou ampliam o escopo de atuação. É o que ocorre com a Mira e o CTAG, que vêm se juntar à Edag, Semcon, Smarttech, Multicorpos, ESSS, MSX e muitas outras empresas que já atuam no Brasil”, observa.

Estarão em destaque no III Fórum da Indústria Automobilística os efeitos da globalização na engenharia, desenvolvimento de projetos e compras, a nova matriz energética, a revolução do powertrain no Brasil, os cenários econômicos e o ponto de vista dos principais executivos que comandam os rumos do setor.

Mais informações sobre o programa 2012 pelo telefone 11 5095-8888, com Paula Braga, Monalisa Naves ou Greice Ribeiro.

Monday, October 3, 2011

Brasil é o 5º no ranking global de vendas de veículos



Redação AB
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O ranking de vendas globais, divulgado pela Jato Dynamics, aponta que o Brasil foi o quinto maior mercado mundial de veículos entre janeiro e agosto deste ano, atrás de China, Estados Unidos, Japão e Alemanha. O País absorveu 2,23 milhões de veículos no acumulado do ano, com expansão de 7,6% sobre o mesmo período de 2010. Se consideradas apenas as vendas de agosto, no entanto, o mercado nacional supera o alemão e garante a quarta posição no ranking. 


Entre os 10 maiores, o Japão foi o que apresentou a maior desaceleração de vendas, por conta do terremoto e do tsunami de março deste ano. Apesar da retração de 26,7% nos emplacamentos do ano, o país começa a se recuperar. “A história demonstra que a retomada do crescimento na região é somente uma questão de tempo”, analisa João Carlos Rodrigues, diretor-presidente da Jato Dynamics.

A Índia também chama a atenção pelo desempenho negativo. Apesar da expansão de 10,3% do mercado no acumulado do ano, para 1,87 milhão de veículos leves, em agosto houve queda de 5,5% nas vendas, com 213 mil licenciamentos. O país foi o único membro do Bric (bloco dos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) a desacelerar no período.





Marcas

A Toyota liderou as vendas globais em agosto apesar da retração de 3,4% na comparação anual, com 392,8 mil carros. No ranking anual a marca japonesa, que vendeu 3,18 milhões de unidades, perde para a Volkswagen, que emplacou 3,31 milhões de veículos e cresceu 16,7% sobre o ano passado.

Os dados evidenciam ainda a força da Chevrolet e da Ford nos Estados Unidos. “Houve crescimento de 10,5% no acumulado do ano no mercado norte-americano. Quando observamos as marcas, percebemos que Chevrolet e Ford respondem por uma grande fatia deste avanço”, destaca Rodrigues.



Friday, September 30, 2011

Suspenso novamente o leilão do trem-bala

Sabrina Craide, Agência Brasil 
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A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de qualquer procedimento vinculado à licitação do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, entre Campinas e Rio de Janeiro, até a completa regularização do serviço de transporte interestadual de passageiros em todo o país. A decisão é da Seção Judiciária do Distrito Federal e acolhe um pedido do Ministério Público Federal no DF.

Segundo a decisão judicial, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está obrigada a publicar, até o mês que vem, os editais de licitação para concessão de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros com percurso superior a 75 quilômetros (km). O prazo está previsto no cronograma apresentado pela agência à Justiça.

Depois disso, serão necessárias mais três etapas até a completa regularização do serviço, que deve ser concluída em setembro de 2012. Caso descumpra o prazo de qualquer uma das etapas, a agência terá de pagar multa diária de R$ 5 mil.

A ANTT informou que irá recorrer. “Enquanto isso, a decisão judicial será devidamente cumprida”, garantiu a agência reguladora por meio da assessoria.

A decisão da Justiça também condiciona a liberação do leilão do trem-bala à apresentação de projeto básico que permita a completa caracterização da obra. Enquanto isso, a União fica proibida de repassar recursos para implantação, concessão ou exploração do TAV. A ANTT já tentou licitar o trem-bala três vezes, mas os leilões foram adiados por falta de interessados. A próxima tentativa deverá ocorrer em fevereiro do ano que vem.

Depois de meio século, Cuba autoriza o comércio de carros







Redação AB
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Após mais de meio século, os cubanos ou estrangeiros com residência no país poderão comprar, vender ou doar veículos a partir deste sábado, 1º de outubro. A autorização foi publicada nesta quarta-feira, 28, no Diário Oficial. O anúncio era um dos mais aguardados entre as 300 reformas econômicas que o país aprovou em abril deste ano.

A medida, no entanto, permite que apenas cidadãos cubanos e estrangeiros residentes importem carros, os outros só poderão adquirir automóveis no país. Com a nova regra, os cubanos terão permissão para fazer o que quiserem com os seus veículos sem autorização prévia.

A dificuldade agora é a renda da população, que vive com um salário médio de US$ 20 e dificilmente poderá aproveitar a liberação para adquirir modelos mais recentes. Desde 1959 só era permitido comprar ou vender unidades que já estavam na ilha antes da revolução. A antiga lei é a explicação para tantos veículos antigos em Cuba.

Fiat dará 10 dias de férias a 20% dos funcionários

Agência Estado
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Artigo assinado por Aline Reskalla, do Estadão, registra que a Fiat vai dar férias coletivas a 20% de seus funcionários para tentar reduzir os estoques. A medida, que será efetivada em 10 de outubro e deve durar dez dias, é a segunda em menos de um mês e deve atingir cerca de 2 mil trabalhadores. No feriado da Independência, dia 7 de setembro, a montadora deu três dias de folga para os funcionários.

Segundo a jornalista, a iniciativa não foi confirmada pela montadora, mas os metalúrgicos de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já receberam comunicado oficial no início da semana, segundo o presidente do sindicato da categoria em Betim, João Alves da Silva.

Os metalúrgicos vão parar o terceiro turno de produção e a linha 3, onde são montados veículos considerados médios.

Thursday, September 29, 2011

Leia a resposta da Abeiva a Guido Mantega

Redação AB 
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A Abeiva distribuiu comunicado, assinado pelo presidente José Luiz Gandini, em resposta à afirmação do ministro Guido Mantega, da Fazenda, de que “O Brasil está aberto para que qualquer empresa, de qualquer parte do mundo, faça investimento, crie emprego no Brasil, desenvolvimento tecnológico no Brasil. Agora não podemos deixar que nosso mercado de automóveis seja abocanhado por aventureiros que vem de fora”. A declaração foi feita em entrevista ao repórter Luís Fernando Silva Pinto, veiculada no programa Bom Dia Brasil da terça-feira.

Gandini, ponderou que, no mínimo, o comentário foi uma indelicadeza de uma autoridade federal. "Nosso segmento é constituído hoje por mais de oitocentas concessionárias, a caminho de se completar mais de mil revendas até o final do ano. São, portanto, mais de mil empresários brasileiros, que empregam cerca de 40 mil trabalhadores brasileiros. As 27 marcas importadoras e suas respectivas redes autorizadas recolhem este ano em torno de R$ 6 bilhões aos cofres públicos em impostos, além dos valores já recolhidos nos vinte anos transcorridos desde a abertura das importações do setor automotivo. Isso não é aventura", afirmou.

O presidente da entidade ressaltou ainda que toda a imprensa e os consumidores brasileiros já manifestaram suas posições contrárias ao Decreto 7567, que discrimina e majora os preços finais dos veículos importados entre 25% e 28%. "É incompreensível que somente o governo não tenha percebido isso, em favor da indústria local, mais uma vez beneficiada por medidas protecionistas e nocivas ao País", concluiu Gandini.

Regime em construção

Heloísa Meneses, secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), observou na terça-feira que o Decreto 7567 deve ser encarado como emergencial, já que o governo pretende construir até o fim de 2012 um regime automotivo de fato, com contrapartidas reais das montadoras.

A secretária assegurou que não há intenção de fazer um regime alternativo e a decisão de aumentar o IPI para carros importados é para valer. Ela disse, ainda, que a Anfavea não se comprometeu a manter preços, mas ponderou que o setor não tem motivo para fazer reajuste.

IPI maior atrapalhou negociação de fábrica na Bahia, diz Wagner

Agência Estado 
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O aumento de 30 pontos porcentuais na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados atrapalhou a negociação do governo da Bahia com uma montadora para a instalação de uma fábrica no Estado. A informação foi divulgada na quarta-feira, 28, pelo governador Jaques Wagner em palestra a empresários em São Paulo. Ele, no entanto, se negou a revelar o nome da empresa em questão. O governador ainda reclamou da forma “abrupta” como a medida foi implantada e disse que a elevação do IPI não dá condições competitivas para que as fabricantes de veículos venham a instalar novas unidades produtivas no País.

De acordo com o governador baiano, o objetivo da proposta, de proteger a indústria nacional, está correto, mas ela não deixa abertura para “boas iniciativas”. “A empresa coreana, japonesa ou chinesa que quiser instalar fábrica no Brasil deve ter vantagem competitiva em relação àquela que está só importando. Isso o decreto não prevê”, disse. “Tem empresa que está negociando a instalação não apenas na Bahia, mas também em outros estados”, contou.

Wagner criticou a forma sem discussão prévia como as medidas foram implantadas, há duas semanas. “Foi muito abrupta e não abraçou empresas que querem se instalar no País”, afirmou. “Agora que ela foi lançada, cabe fazermos uma ponderação para chegar a uma equação para que ela possa atingir seus objetivos, não apenas proteger, mas convidar outras empresas a investir na indústria brasileira”, concluiu.


Wednesday, September 28, 2011

Honda Brio chega à Índia



Mário Curcio, AB 
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A Honda indiana mostrou nesta terça-feira o Brio, carro compacto com arquitetura semelhante à dos modelos Fit e City, já conhecidos dos brasileiros. No mercado indiano seu custo equivale a cerca de R$ 15 mil. Na Índia, o modelo pequeno da fabricante japonesa é equipado com um motor 1.2 a gasolina com 89 cv. O carro vai concorrer com compactos Hyundai, Ford, Chevrolet, Toyota e Nissan. O Brio tinha sua produção certa no Brasil. Contudo, Automotive Business soube por fornecedores da Honda que a intenção de montar o carro aqui em curto prazo esfriou. O terremoto seguido de tsunami que afetou o Japão em março e também o anúncio de uma nova fábrica da Honda no México mudaram o cronograma do Brio. De qualquer forma, o carro deve chegar ao mercado brasileiro em 2013
 

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