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Wednesday, October 26, 2011

Sinotruk define futura fábrica no Brasil


Mário Curcio, AB 
www.automotivebusiness.com.br

A Sinotruk se reúne com o governo federal na primeira quinzena de novembro para definir sua fábrica no Brasil. O fato foi revelado na tarde desta terça-feira, 25, no Salão Internacional do Transporte (Fenatran, até 28 de outubro no Anhembi). Certamente, será mais que um dedo de prosa, pois um terreno de 275 mil metros quadrados já foi adquirido em Curitiba. Os entendimentos com o Paraná estariam avançados, mas mesmo assim a empresa diz não ter batido o martelo por esse local nem definiu o volume de dinheiro a ser gasto.

“Falar em investimento é simplório demais nesse momento”, afirma o diretor-geral da Sinotruk no Brasil, Joel Anderson (foto). Perguntado sobre o teor desse diálogo com o governo, e se seria para pedir a bênção de um regime tributário diferenciado, o executivo sentiu-se acuado e choramingou: “Me desculpe. Não posso adiantar o assunto nesse momento, falaremos assim que possível.”

Anderson se enrolou ao dizer que montaria os caminhões no Brasil em regime CKD e mesmo assim atenderia os 65% de nacionalização (exigidos pelo governo para escapar da alíquota de 30% de Imposto sobre Produtos Industrializados, IPI). Sobre os preços a ser praticados pelos caminhões a partir de dezembro deste ano, ele disse: “Ficarão de 12% a 13% mais altos.”

Em 2012 a empresa começa a certificação da rede, que tem atualmente 30 revendas. Em abril começam as vendas da linha A7, nas configurações 4x2, 6x2 e 6x4, com motores entre 340 cv e 460 cv, todos dotados de tecnologia SCR para atender ao Proconve P7. Os caminhões são equipados com freios a disco e sistema antitravamento (ABS).

A empresa já vende aqui os caminhões Howo. De abril de 2010 até setembro deste ano foram comercializadas cerca de 900 unidades. Até o fim de 2012 a empresa quer ver circulando pelo Brasil 2.200 unidades da marca Sinotruk. Em um mês ela se tornará associada à Abeiva, entidade que reúne importadores sem fábrica no Brasil.

Segundo a Sinotruk, a companhia emprega 23 mil funcionários na China, dos quais 3.500 são engenheiros. Em 2010, produziu 219 mil caminhões e atingiu US$ 13,5 bilhões em transações comerciais.


Friday, October 21, 2011

BMW planeja fábrica mais completa




Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br

A BMW apresentou ao governo brasileiro um plano de uma fábrica bem mais completa do que a inicialmente pensada, que só iria montar veículos em regime CKD ou SKD, com a maioria dos componentes importada. “Claro que diante das novas regras precisamos pensar em fazer mais do que só montar os carros no Brasil. Estamos estudando todas as possibilidades para estruturar melhor uma operação mais completa do que apenas uma linha de montagem”, confirmou Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, que no início desta semana levou a proposta ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento).

Significa que a mão do jogo agora está com o governo, que precisa decidir como irá enquadrar fabricantes de veículos que pretendem abrir fábrica no Brasil nas regras de nacionalização de produção dispostas no Decreto 7567, baixado em setembro passado, que obriga à utilização de peças locais em porcentual mínimo de 65%, determina investimento em pesquisa e desenvolvimento de 0,5% do faturamento e requer um mínimo de seis operações industriais feitas no País.

“Discutimos com o ministro só a ideia geral do projeto, porque existe uma série de variáveis que dependem agora do governo, para definir de que forma poderemos tocas essa operação adiante”, disse Henning nesta quinta-feira, 20, pouco antes de sua apresentação no “Dia da Engenharia Alemã”, realizada em São Paulo pela VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha).

Henning disse que a decisão final sobre a fábrica, com localização e tamanho do investimento, só será revelada em novembro próximo. Ele não quis revelar com quais estados está negociando, seis no total, e negou que a direção da BMW já tivesse escolhido Paraná ou São Paulo, como circulou na imprensa esta semana.

Sobre o produto a ser fabricado no Brasil, Henning disse que o plano é iniciar com apenas um modelo (provavelmente o Série 1, segundo fontes ouvidas por Automotive Business). “Mas claro que não queremos ficar com um só produto”, revelou.

O executivo afirmou também que a empresa nunca desistiu do projeto da fábrica brasileira, nem mesmo depois da edição do Decreto 7567. “Não desistimos de coisas estratégicas para o futuro”, assegurou.


Wednesday, September 14, 2011

Modelos MV Agusta começam a ser produzidos em Manaus (AM)


Já saíram da fábrica da DAFRA Motos, em Manaus (AM), as primeiras unidades da MV Agusta Brutale e F4. As motocicletas estão passando pela fase de try-out, que compreende a montagem de protótipos seguindo os processos de fabricação já implantados na linha, porém, num ritmo ainda diferente da produção em série. Além disso, depois de passarem pelo controle de qualidade e inspeção final, as motocicletas foram avaliadas no dinamômetro do Laboratório de Controle de Emissões de Poluentes e Análises Experimentais e, neste momento, estão seguindo para testes de rodagem em diferentes ambientes, incluindo trechos urbanos e rodoviários.
Após os testes de rodagem, as motocicletas retornam para a engenharia da DAFRA para serem inspecionadas. “Em função do resultado da rodagem se dará o ‘Acordo para Produzir em Série’. Caso exista algum ajuste a ser feito, haverá a etapa de correção de montagem e nova rodagem. No total estamos falando de 50 dias entre montagem e testes e aprovação para entrada em série dos modelos MV Agusta”, conta Victor.
Para receber as necessidades da fabricante italiana e em linha com os objetivos de permanente aprimoramento dos produtos e procedimentos da DAFRA, o departamento de engenharia da fabricante nacional, que treinou parte de sua equipe na unidade da MV Agusta na Itália, trabalhou na adaptação das motocicletas da marca internacional às particularidades brasileiras. Tudo isso para oferecer ao exigente consumidor do Brasil os melhores produtos no segmento premium das motos de alta cilindrada.
No total, a equipe DAFRA na operação MV Agusta é composta por 12 pessoas, treinadas durante 60 dias na fábrica da cidade de Varese, na Itália. Ao final deste período, brasileiros e italianos montaram juntos as unidades produzidas na planta de Varese.


Além deste treinamento na Itália, na fase de try-out a equipe da DAFRA é acompanhada por quatro técnicos da MVAgusta que coordenam a fabricação e asseguram que toda a montagem siga os mesmos  critérios utilizados na  planta matriz em Varese.

A parceria entre a DAFRA Motos e a MV Agusta - mais exclusiva marca de motocicletas de alta cilindrada do mundo - foi firmada no último mês de junho e prevê a fabricação e comercialização dos modelos Brutale e F4.

As motocicletas são voltadas ao mercado de produtos premium e representam o que há de melhor no segmento esportivo de duas rodas, unindo design, tecnologia, estilo, além de serem equipadas com motor de quatro cilindros em linha e válvulas radiais. Características que, somadas, compõem um deleite para os apaixonados por motociclismo

 

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