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Friday, November 4, 2011

Fenabrave suaviza queda das vendas



Pedro Kutney, AB
http://www.automotivebusiness.com.br/

A associação dos concessionários, a Fenabrave, suavizou a queda generalizada das vendas de veículos no País em outubro, de 7,4% sobre setembro e de quase 10% em relação ao mesmo mês de 2010. Com 280.608 emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o resultado quebrou a sequência de cinco meses anteriores acima das 300 mil unidades vendidas mensalmente. Mesmo assim, Sérgio Reze, presidente da entidade, sustenta a projeção de crescimento de 6% nas vendas totais deste ano em comparação com 2010, pois avalia que outubro teve movimento atípico, o que não deve se repetir em novembro e dezembro.

“Uma série de fatores tumultuaram o mês, afetando o resultado final”, avaliou Reze. “Primeiro, houve as medidas e contramedidas do aumento do IPI para importados. Esse vai-e-vem impactou negativamente nas vendas de veículos que vêm de fora do México e Argentina”, disse. “Mas o motivo principal foi o ponto facultativo do dia 28, quando alguns Detrans não trabalharam, com queda abrupta de emplacamentos”, lembrou, mostrando que na data foram licenciados apenas 4.102 veículos novos, o que puxou para baixo a média diária.

Na maior parte dos dias úteis de outubro, o volume de emplacamentos ficou acima de 13 mil unidades/dia. Reze destacou que, não fosse a queda do dia 28, “outubro teria sido quase igual a setembro”. Por isso, para ele, não há crise e as vendas seguem no ritmo projetado. “Às vezes o número macro não mostra toda a realidade. Não há pânico. Houve apenas um movimento sazonal que deverá ser compensado nos próximos meses”, avaliou.
Dois cenários
Para comprovar sua análise, Reze mostrou dois cenários: um considerando o dia 28 e outro sem levar em conta a data em que a maioria dos Detrans ficou parada. Na primeira opção, com 20 dias úteis, a média diária de vendas de 13.191 automóveis e comerciais leves representou queda de 5,65% sobre as 13.981 unidades de setembro – ainda assim um porcentual de recuo bem menor do que o tombo de 10% verificado no mês todo para veículos leves. No segundo comparativo, somando apenas 19 dias úteis, a média diária sobe para 13.885, o que significa um leve retrocesso de 0,69% ante o mês anterior – ou seja, mostrando quase estabilidade no ritmo de emplacamentos.

Em ambos os cenários, a maior queda foi verificada nas vendas de automóveis e comerciais leves importados de fora do México e Mercosul. Considerando 20 dias úteis, a média diária de emplacamentos desses modelos caiu 21,88%, de 1.683 em setembro para 1.315 em outubro. Já para veículos vindos dos países com os quais o Brasil mantém acordos de livre comércio os negócios diários cresceram 7,52%, de 2.063 para 2.219. Levando-se em conta 19 dias úteis, os importados registraram recuo de 17,77% nos licenciamentos diários, de 1.683 para 1.384, e os que vêm do México e Mercosul apresentaram expansão de 13,18%, de 2.063 para 2.219 por dia em outubro.

No acumulado de janeiro a outubro, em todos os cenários, as vendas seguem em alta moderada. Nos primeiros dez meses do ano foram emplacados 2,96 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que significou expansão de 5,6% sobre o mesmo período de 2010.
Desempenho por segmento
• AUTOMÓVEIS – É o segmento que apresenta a maior queda. Os 203.613 emplacamentos de outubro representaram tombo de 10,3% sobre setembro e de 10,8% contra o mesmo mês de 2010. Com quase 2,2 milhões de automóveis novos licenciados em dez meses, o volume acumulado do ano aponta inexpressivo crescimento de 2,3%.

• COMERCIAIS LEVES – O segmento emplacou 60.206 unidades em outubro, com recuo de 9,7% sobre setembro e leve alta de 1,6% diante do mesmo mês de 2010. No ano, os 626.951 comerciais leves vendidos indicam crescimento substancial, de 15,9%. O desempenho é inflado em parte pelas restrições ao tráfego de caminhões em algumas cidades brasileiras.

• CAMINHÕES – As vendas estão perdendo fôlego, ao contrário do que se esperava no início do ano, quando a maioria dos analistas apontava que o mercado seria inflado em mais de 20% pelo movimento de pré-compra de caminhões, incentivado pela entrada em vigor, em janeiro de 2012, dos novos limites de emissões para motores diesel previstos no Proconve P7. Foram emplacados 13.872 caminhões em outubro, número que representa tombo de 7,2% sobre setembro e pequena alta de 2,8% sobre o mesmo mês de 2010. No ano foram vendidas 143.613 unidades em dez meses, em crescimento abaixo das expectativas, de 14,5% em comparação ao mesmo intervalo de 2010.

• ÔNIBUS – É o segmento que mais cresce em 2011, mas em outubro, com 2.917 chassis vendidos, houve recuo de 6,5% sobre setembro. Ainda assim, o volume mensal é quase 40% maior do que o registrado em outubro de 2010. De janeiro a outubro a expansão nas vendas de ônibus também é expressiva: 22%, com 28.272 unidades comercializadas.

Thursday, November 3, 2011

PRESIDENTE MUNDIAL DA PSA PEUGEOT CITROËN REALIZA PALESTRA MAGNA NO XXI CONGRESSO FENABRAVE

O presidente mundial do Grupo PSA Peugeot Citroën, Philippe Varin, estará em São Paulo, no dia 24 de novembro, para a palestra magna do XXI Congresso Fenabrave, no Expo Center Norte. O executivo, que lidera o Grupo desde 2009, destaca a importância da América Latina, que representa atualmente cerca de 8% das vendas mundiais de veículos do Grupo e o Brasil, como maior mercado da região, com 5%. Para aumentar a sua competitividade, a empresa anuncia a especialização das fábricas no Mercosul (plataforma compacta concentrada no Brasil e plataforma média na Argentina), com o objetivo de sustentar o plano de ampliar em 7% a participação de mercado na América Latina em 2015. “Não há dúvidas que o Brasil é um mercado que ainda tem muito para crescer e seguirá sendo a locomotiva da progressão da América Latina. Para 2011, nossa previsão é de cerca de 6% de crescimento do mercado brasileiro”, antecipa Varin.

Dentro da estratégia de crescimento no mercado brasileiro, após um investimento de R$ 1,4 bilhão entre 2010 e 2011, o Grupo PSA Peugeot Citroën confirma investimentos a um ritmo de R$ 575 milhões por ano no Brasil no período de 2012 a 2015, o que permitirá dobrar a capacidade de produção do Centro de Produção de Porto Real, no Estado do Rio, para 300.000 veículos e 400.000 motores por ano em 2015. Eles também serão destinados ao desenvolvimento de novos projetos de veículos das marcas Peugeot e Citroën e de motores. “Este aumento colocará sem dúvida o Brasil entre os nossos maiores centros de produção mundiais, juntamente com a França, a Espanha e a China”, conclui o presidente.


Realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE) e organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, o XXI Congresso Fenabrave acontece entre os dias 23 e 25 de novembro de 2011, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.
Acompanhe a programação completa do XXI Congresso Fenabrave pelo site www.congresso-fenabrave.com.br.

Sunday, September 4, 2011

Média de vendas diárias cai, mas resultado de agosto e acumulado de 2011 é positivo

Os emplacamentos do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos como carretinhas de transporte de jet sky, motos, etc. ) cresceram 8,96% na comparação do acumulado de janeiro a agosto de 2011 com o mesmo período de 2010, saltando de 3.450.757 unidades para 3.760.017. Comparando o resultado de agosto (527.200 unidades) com o mês de julho (483.676 unidades), a alta foi de 9%. “O crescimento de agosto está relacionado com a diferença do número de dias úteis em relação a julho, que contou com dois dias a menos”, afirmou Sergio Reze, presidente da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

Segundo Reze, a média diária de vendas em agosto foi menor que a de julho. Foram negociadas 22.120 unidades (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos) em agosto, contra 22.210 unidades em julho, numa variação negativa de 0,41%. Na comparação entre os acumulados, o setor registrou alta de 8,30% na média diária de vendas. De janeiro a agosto de 2011, foram negociadas 21.610 unidades (168 dias úteis), ante 19.953 unidades no mesmo período de 2010 (167 dias úteis).

Reze destacou que estão ocorrendo mudanças no perfil de vendas dos veículos. “Os consumidores estão comprando veículos de maior potência e mais sofisticados”, disse Reze. A participação dos veículos com motorização de 1.0 a 2.0 está crescendo, enquanto o share dos automóveis com motor até 1.0 diminui. Em agosto, o percentual dos carros de 1.0 a 2.0 chegou a 53,01%, ante 51,39% em julho. Já os carros menos potentes reduziram de 47,49% para 46%. Segundo Reze, as vendas dos veículos 1.0 só não caíram mais porque as montadoras focaram as vendas deste tipo de veículo nos frotistas. “Essas vendas e distorcem o mercado. Os clientes PJ privilegiados ou frotistas, em sua maioria as locadoras, ajudam as montadoras a alavancar volumes de vendas e obtém descontos que chegam até 35%, enquanto as margens médias das concessionárias são de 10%. Além disso, essas locadoras, que não pagam tributos como ICMS, PIS e Confins, acabam revendendo os carros quando querem e não depois de um ano de exercício fiscal, como prevê a lei, o que equivaleria a 12 meses depois da compra. Isso distorce o mercado e prejudica a todos. Seria mais justo que as montadoras ajustassem o preço público de seus produtos para baixo, mas para todos os consumidores e não para privilegiados”, critica Reze.

Seguindo a mudança de perfil de consumo, estudos da Fenabrave mostram que os volumes de vendas nas categorias de veículos mais sofisticados também estão maiores. “A participação dos veículos hatch pequenos, sedans compactos, médios e grandes aumentaram. Isto reflete o crescimento da nova classe C”, comentou o presidente da Fenabrave.


Projeções mantidas para 2011
As perspectivas de crescimento para os emplacamentos de veículos em 2011 foram mantidas pela Fenabrave, desde a última coletiva, realizada em Julho deste ano. Para todos os segmentos, a projeção continua em torno de 8,38%, totalizando 5,7 milhões de unidades. Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, espera-se aumento de 5,9% nos emplacamentos, somando 3,5 milhões de unidades. Já o setor de caminhões deverá contabilizar 185 mil unidades, com evolução de 17,70%, enquanto o segmento de ônibus deverá crescer 11,40% (31 mil unidades), e motos 12,10% (2 milhões de unidades).


Economia mundial desacelera e Brasil cresce menos
“O cenário econômico internacional é de desaceleração forte, com crescimento pequeno, estimulado pelos países emergentes”. Esta foi a afirmação de Tereza Fernandez, sócia da MB Associados, consultoria econômica parceira da Fenabrave, que participou da coletiva de imprensa realizada na entidade nesta tarde.
Segundo Fernandez, o mundo pode ser dividido em três partes: países emergentes, economia americana e Europa. “Os países emergentes vão bem. A China está exportando deflação. As commodities agrícolas estão com preços elevados”, disse a diretora da MB Associados. A dificuldade está com a inflação de 3% da China em serviços, recorde em julho. No entanto, se a China continuar crescendo, não haverá problemas, segundo a economista. “O varejo está crescendo 14%, a indústria 17% e os investimentos 25%. Com isso, o PIB no país deverá crescer nos próximos três anos”, afirmou Fernandez.

Já a desaceleração na economia americana está confirmada. “A previsão é de crescimento de 1,8%, uma evolução menor, mas não uma recessão”, garantiu. Na Europa, o endividamento incomoda, especialmente, nos países do Sul. Há alguns inclusive considerados insolventes, como Portugal, Irlanda e Grécia. “A Itália, por exemplo, é um país relevante no mercado financeiro, mas a dívida do país é de mais de 1 trilhão de euros, que vem sendo rolada”, disse Fernandez, ressaltando: “O grande receio é que o sistema financeiro se assuste e não queira rolar a dívida da Itália”. Segundo a diretora da MB, a preocupação está relacionada ao sistema financeiro, mas o mundo fará o possível e o impossível para os bancos não quebrarem. “A Europa vai seguir com os pacotes fiscais, tentando minimizar a dívida. Provavelmente, haverá pouco crescimento nos países europeus nos próximos 10 a 12 anos devido ao ajuste fiscal”, assegurou.

No Brasil, Fernandez falou da forte redução de taxa de juros e da recente guinada na condução monetária – com corte de meio ponto na taxa selic, o que, segundo a diretora da MB, mostra a direção indicada para o País pelo Banco Central. “É o Bacen que mostra o rumo da economia, e é o guardião da inflação. O recado, com a redução da taxa selic é claro: Primeiro o crescimento e depois a inflação”, comentou a diretora da consultoria, prevendo que a taxa selic deve ser reduzida em mais um ponto percentual até o final do ano.   “A renda deve crescer neste segundo semestre, em que teremos dissídios dos bancários e petrolíferos, a arrecadação do governo federal – que teve aumento real de 8,5% e deve continuar crescendo, então, é falácia dizer que não estamos crescendo. A velocidade será menor, mas vamos crescer”, afirmou Fernandez, referindo-se à inflação ou possível velocidade de aceleração dela, como uma possível fragilidade do Brasil. “Não falo em hiperinflação. Nada disso. Apenas que é possível termos uma velocidade de aumento inflacionário maior em alguns momentos, o que pode vir a assustar”, finaliza Fernandez.

Confira os resultados de emplacamentos por segmento:

Automóveis e Comerciais Leves – Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves registraram alta na comparação entre os acumulados de 2011 e de 2010. Juntos, os segmentos cresceram 7,53%, saltando de 2.077.350 unidades para 2.233.757 veículos. De julho para agosto, os emplacamentos dos segmentos aumentaram 6,90%. Foram comercializadas 307.824 unidades em agosto, ante 287.967 unidades em julho.

Caminhões – Foram comercializados 114.796 caminhões nos primeiros oito meses do ano, contra 98.671 unidades no mesmo período de 2010, alta de 16,34%. De julho para agosto, o segmento também apresentou crescimento, de 5,85%. Foram negociadas 16.442 unidades em agosto, ante 15.534 no mês anterior.

Ônibus – As vendas de ônibus evoluíram 19,06% no comparativo entre os acumulados deste ano e o de 2010, passando de 18.666 unidades para 22.224 ônibus emplacados. O resultado de julho para agosto também foi positivo. Foram negociadas 3.127 unidades, contra 2.728 unidades, num crescimento de 14,63%.

Motos – O volume de vendas de motos aumentou 10,74% na comparação entre os acumulados, saltando de 1.137.542 unidades para 1.259.743 motocicletas. O desempenho também foi positivo de julho para agosto. Os emplacamentos do segmento cresceram 13,22%, passando de 160.182 unidades para 181.363.

Máquinas Agrícolas – As vendas de máquinas agrícolas retraíram 8% comparando o acumulado deste ano com o de 2010, passando de 40.204 unidades para 36.987 máquinas negociadas no varejo. O resultado de julho para agosto foi positivo. Foram negociadas 5.310 unidades, contra 4.851, numa alta de 9,46%.

Implementos Rodoviários – O segmento de implementos rodoviários registrou acréscimo de 7,25% comparando o resultado dos acumulados, saltando de 36.818 unidades para 39.486 implementos. Comparando o desempenho de julho com agosto, o setor apresentou ligeira retração de 0,11%, diminuindo de 5.304 para 5.298 unidades.

Outros (carretas para transporte de motos, barcos, etc.) – Foram negociadas 53.014 unidades no acumulado de 2011, contra 41.503 no mesmo período do ano anterior, num crescimento de 27,74%.

Monday, August 29, 2011

MULHERES, CARROS E A FENABRAVE

Mulheres e carros sempre andaram juntos! O número de mulheres condutoras cresceu nos últimos anos, elas hoje representam 45% das compras de veículos do país. Os dados são da FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que, em parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, realiza o XXI Congresso e Expo Fenabrave, de 23 a 25 de novembro.


Elas tomaram o volante, influenciando a indústria com novos projetos, e a escolha do carro dos parceiros também, levando em consideração, por exemplo, a versatilidade no transporte, quantidade de lugares, economia de combustível, qualidade e material do estofamento. Os cargos de liderança ocupados por mulheres nas montadoras já representam 25%.


O setor de Distribuição de Veículos do Brasil vem acompanhando essas mudanças.  O próprio Congresso FENABRAVE contará com fortes presenças femininas, como a cientista política, historiadora e jornalista Lúcia Hippolito, Fátima Turci, Salete Lemos e Denise Campos de Toledo, todas jornalistas, que se tornaram referência na mídia nacional. Elas serão moderadoras de debates sobre o futuro do mercado de automóveis, ônibus, caminhões, tratores e máquinas agrícolas.


O toque feminino também está presente no setor das motocicletas, já que o número de mulheres deixando a garupa e assumindo os guidões vem crescendo. De acordo com a Associação Brasileira de Educadores do Trânsito (Abetran), é cada vez mais comum encontrar uma motociclista pelas ruas do país. Para dar um panorama geral do setor sob duas rodas, Tereza Maria Fernandez Dias da Silva participa do workshop sobre a “Visão Estratégica do Brasil no Segmento de Motos”, no primeiro dia do evento.


Acompanhe a programação completa do XXI Congresso Fenabrave pelo site www.congresso-fenabrave.com.br.


Tuesday, August 2, 2011

Emplacamentos de veículos permanecem estáveis em julho

Os emplacamentos do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos como carretinhas de transporte de jet sky, motos, etc. ) apresentaram estabilidade de junho para julho. Foram negociadas 483.651 unidades em julho, ante 482.849 unidades em junho, num pequeno acréscimo de 0,17%. Já comparando o acumulado de janeiro a julho de 2011 com o mesmo período de 2010, o volume de veículos saltou de 2.962.877 unidades para 3.232.929, numa alta de 9,11%. “O resultado de julho demonstra tendência de estabilidade no mercado, o que já era esperado”, afirmou Sergio Reze, presidente da Fenabrave.
As projeções da entidade para o ano continuam em 5,5% (automóveis e comerciais leves), índice que foi divulgado à imprensa na coletiva realizada no início de julho.  Anteriormente, o índice de crescimento previsto para o encerramento de 2011 era de 4,2% para estes segmentos.

Confira os resultados por segmento:

Automóveis e Comerciais Leves – Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves seguiram a tendência de equilíbrio. Juntos, os segmentos registraram ligeiro aumento de 0,35%, passando de 286.935 unidades para 287.941 unidades. Já na comparação entre os acumulados (janeiro a julho) de 2010 e 2011, as vendas aumentaram de 1.780.924 unidades para 1.926.020 unidades, respectivamente, num crescimento de 8,15%.

Caminhões – Foram comercializados 15.533 caminhões em julho, contra 14.769 unidades em junho, numa alta de 5,17%. Comparando o acumulado de janeiro a julho de 2011 (quando foram negociadas 98.356 unidades) com o mesmo período de 2010 (85.446 unidades), o segmento apresentou evolução de 15,11%. 

Ônibus – As vendas de ônibus evoluíram 3,81% de junho para julho, passando de 2.628 unidades para 2.728 no período. Na comparação entre os acumulados de 2011 e 2010, o setor cresceu 21,69%, saltando de 15.695 unidades em 2010 para 19.099 de janeiro a julho de 2011.

Motos – O volume de vendas de motos retraiu 0,98%, diminuindo de 161.784 unidades para 160.197 entre junho e julho deste ano. Já na comparação dos acumulados de 2011 e 2010, o segmento de duas rodas evoluiu 10,14%, passando de 979.113 unidades para 1.078.444 motos emplacadas no período.

Implementos Rodoviários – O segmento de implementos rodoviários apresentou crescimento de 2,72% de junho para julho deste ano, passando de 5.151 unidades para 5.291. Comparando o desempenho de janeiro a julho de 2011 e 2010, o setor evoluiu 7,21%, totalizando 34.153 unidades em 2011.

Outros (carretas para transporte de motos, barcos, etc.) – Foram negociadas 7.110 unidades em julho, contra 6.702 unidades em junho, num crescimento de 6,09%.

Máquinas Agrícolas – O segmento de máquinas agrícolas contabilizou 4.851 unidades em julho, ante 4.870 unidades em junho, retraindo 0,39%. Comparando os acumulados de 2010 e 2011, a queda foi de 8,39%, passando de 34.577 unidades (2010) para 31.677 unidades (2011).

Friday, July 29, 2011

XXI Congresso Fenabrave debate tendências do setor automotivo


Tendo como públicos-alvo profissionais das concessionárias de veículos automotores de todos os segmentos (automóveis e comerciais leves nacionais e importados, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas, tratores e máquinas agrícolas), o Congresso Fenabrave debate entre os dias 23 e 25 de novembro de 2011, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo, as principais tendências do setor.
Ferramenta estratégica e principal para comercialização de bens de capital, o tema financiamento será abordado pelo ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega e por Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Com o tema ‘Disponibilidade de crédito e juros em 2012’, Mailson da Nóbrega abre o circuito de palestras da parte da tarde, do primeiro dia do evento. Envolvido em ações governamentais desde os 20 anos de idade, quando trabalhou no Banco do Brasil, Nóbrega foi secretário geral do Ministério da Fazenda, em 1983, e ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, quando restabeleceu as relações com a comunidade financeira internacional, depois da equivocada moratória da dívida externa de 1987.
O ‘BNDES como instrumento de fomento no mercado automotivo’ será o tema da palestra de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, na sexta-feira, dia 25. Doutor em economia pela Universidade de Cornell (EUA) e especialista em economia industrial e internacional, escreveu e foi organizador de vários livros, além de ter extensa produção de artigos, publicados no Brasil e no exterior. Seus estudos acadêmicos sempre tiveram como temas principais a política industrial e o lado real da economia. Entre 1985 e 1988, foi Secretário-Executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Responsável pelos sucessivos superávits da balança comercial brasileira, as oportunidades para o setor agrícola também serão apresentadas na programação do Congresso. Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, vai expor a ‘Visão estratégica do Brasil – Foco Agrobusiness’ e Valentino Rizzioli, presidente da Case New Holland (CNH) e do Grupo FIAT na América Latina falará sobre a ‘Visão de 2012 pela montadora’. A mesa redonda ‘Olhando para 2012 – Máquinas Agrícolas’ completa a programação.

Gestão Globalizada
A globalização na cadeia automotiva influencia diretamente a gestão dos negócios nas empresas.  O Congresso Fenabrave proporcionará aos participantes um diálogo aberto com renomados especialistas do setor.
A crise e recuperação vivida pelo mercado automobilístico norteamericano desde 2008; mídias sociais como ferramenta de marketing; e gestão de carros usados são os temas que serão abordados pelos palestrantes internacionais Timothy Gilbert, Jeremy Malindine e Maurizio Sala.
Gilbert, diretor da Northwood University de West Palm Beach, abordará, em ‘Lições aprendidas nos mercados automobilísticos desenvolvidos’, como os concessionários norteamericanos superaram a pior crise do setor automotivo.
Malindine – premiado como melhor palestrante de 2010 na Europa – apresentará ‘Uma nova forma de gestão de usados’.
Em ‘As mídias virtuais’, o pesquisador italiano e gestor de concessionárias como Opel, Volvo e SAAB da Europa, Maurizio Sala, falará sobre como a Europa está utilizando as mídias sociais como ferramenta de marketing.
Palestra Magna – Logo após a abertura do Congresso haverá uma palestra magna que vai abordar as tendências do mercado automotivo mundial, proferida pelo presidente mundial do Grupo PSA Peugeot Citröen, Philippe Varin. Com ampla experiência em liderança de empresas, Varin ocupou cargos em diferentes áreas (pesquisa, controle de gestão, estratégia, diretor de projetos) até tornar-se diretor do setor de Alumínio e membro do Comitê executivo da Pechiney. Em 2003 assumiu a direção do Grupo siderúrgico anglo-holandês Corus, na época em dificuldades, liderando a recuperação da empresa tanto no plano industrial quanto no financeiro, tirando o grupo de uma situação de grandes perdas para a de lucro. Organizou uma bem sucedida aproximação entre a Corus e a Tata Steel que culminou em sua fusão. Ficou dois anos à frente do grupo e foi convidado pelo Conselho de Administração da PSA Peugeot Citröen (Conseil de Surveillance), para assumir a função de CEO do Grupo PSA.
O XXI Congresso Fenabrave – maior evento de negócios da distribuição de veículos da América Latina - é realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE) e organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Monday, July 18, 2011

INFORMAÇÃO OFICIAL

Os emplacamentos do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos como carretinhas de transporte de Jet Sky, motos, etc.) cresceram 1,80% comparando os primeiros 11 dias úteis de julho de 2011 com o mesmo período do mês anterior, saltando de 243.500 unidades para 247.887.  Na comparação com julho de 2010, a alta foi de 14,80%. “Os números confirmam a tendência de um crescimento bem mais moderado”, afirmou Sergio Reze, presidente da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

O segmento de automóveis e comerciais leves registrou aumento de 1,48%. Foram comercializadas 143.874 unidades nos primeiros dias úteis de julho, ante 141.782 unidades no mesmo período de junho. Na comparação com a primeira metade de julho de 2010, o segmento registrou crescimento de 13,91%.

Os caminhões somaram 8.324 unidades vendidas nos primeiros 11 dias úteis deste mês, contra 7.883 unidades em igual período de junho, numa evolução de 5,59%. Em relação a julho de 2010, quando foram negociadas 7.352 unidades, o setor cresceu 13,22%.

As vendas de ônibus retraíram. Foram comercializadas 1.352 unidades no início de julho deste ano, contra 1.439 unidades na primeira metade de junho, numa queda de 6,05%. Na comparação com igual período de junho de 2010, o segmento cresceu 7,64%.

O volume de vendas de motos aumentou 1,44% na comparação entre os períodos, saltando de 86.309 unidades para 87.554 unidades. O desempenho também foi positivo ao comparar com os primeiros dias úteis de julho do ano passado. A alta foi de 16,29%, com 75.287 unidades negociadas.

O segmento de implementos rodoviários registrou acréscimo de 8,41% comparando o resultado dos primeiros dias dos meses de julho e junho, saltando de 2.662 unidades para 2.886 unidades. Outros veículos como carretas para transporte de motos, barcos, etc. registraram aumento de 13,78%, passando de 3.425 unidades para 3.897 unidades. 

Tuesday, July 5, 2011

Vendas de veículos caem 4,81% em junho, mas crescem no semestre


O desempenho do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários, outros meios de transporte, como carretinhas, e máquinas agrícolas) caiu 4,81% no varejo em junho, mas o saldo do acumulado é positivo. Foram emplacados 477.933 veículos em junho, contra 502.090 no mês anterior. “Os números de junho mostram estabilidade no setor automotivo, uma conseqüência das medidas macroprudenciais adotadas pelo Governo”, afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Além disso, junho contou com 21 dias úteis, um dia a menos de vendas em relação a maio. Comparando o primeiro semestre deste ano com o de 2010, as vendas apresentaram aumento de 10,16%, passando de 2.466.629 unidades para 2.722.392. Segundo Reze, “o crescimento moderado, sem grandes variações, que acompanha a evolução da economia, é salutar para o País e para o setor”, disse o presidente da Fenabrave.
Segundo a economista Tereza Fernandez, sócia da MB Associados – consultoria parceira da entidade nas análises e projeções do setor-, a inflação com viés de queda, os dissídios trabalhistas esperados e a manutenção da atividade econômica em expansão oferecem um cenário mais positivo para as vendas de veículos para o segundo semestre. “Com base nesta perspectiva, reavaliamos as projeções e agora esperamos um crescimento maior para o setor do que o anunciado desde o início do ano”, confirma Sérgio Reze.

Confira os emplacamentos do primeiro semestre por segmento:

Automóveis e Comerciais leves – As vendas de automóveis e comerciais leves caíram de 300.513 unidades em maio para 286.938 unidades em junho. No entanto, apesar deste decréscimo de 4,52%, as vendas de automóveis e comerciais leves no acumulado saltaram de 1.495.691 unidades para 1.638.082, numa evolução de 9,52%. Na comparação com junho de 2010, quando foram contabilizadas 247.501 unidades, o resultado também apresentou alta de 15,93%.

Caminhões – A comercialização de caminhões retraiu 2,38%, diminuindo de 15.128 unidades em maio para 14.768 unidades em junho. Já no acumulado de 2011 em relação a 2010, o segmento apresentou aquecimento, saltando de 70.777 unidades no primeiro semestre de 2011 para 82.822 unidades no mesmo período do ano anterior, numa alta de 17,02%. Comparando junho de 2011 com o mesmo mês do ano passado, o segmento cresceu 13,83%.
                                                                                                                        
Ônibus – O setor de ônibus retraiu 9,32% de maio para junho, diminuindo de 2.898 para 2.628 unidades. No acumulado deste ano, foram negociados 16.371 ônibus, contra 13.248 no mesmo período de 2010, numa alta de 23,57%.

Motos – As vendas no segmento de duas rodas diminuíram 5,78%, passando de 171.690 em maio para 161.771 unidades em junho. Comparando os acumulados de 2011 e de 2010, o setor apresentou evolução de 10,47%, saltando de 831.197 motos emplacadas para 918.212 unidades. Comparando o resultado de junho deste ano com o mesmo mês de 2010, quando foram emplacadas 138.644 unidades, o crescimento foi de 16,68%.

Implementos Rodoviários – Os implementos rodoviários apresentaram decréscimo de 5,21% de maio para junho, passando de 5.433 unidades para 5.150. Na comparação entre os acumulados, os emplacamentos do segmento registraram aumento de 8,57%, saltando de 26.584 unidades para 28.861.

Outros – As vendas de outros veículos, como carretinhas para transporte de motos, jet sky, etc, aumentaram de 6.428 para 6.678 unidades de maio para junho, numa alta de 3,89%. No primeiro semestre deste ano, o segmento somou 38.044 unidades, contra 29.132 no mesmo período de 2010, registrando evolução de 30,59%.

Máquinas agrícolas – As vendas de máquinas agrícolas retraíram 5,12% de maio para junho, diminuindo de 5.133 unidades para 4.870. Comparando o primeiro semestre de 2011 com o de 2010, o setor apresentou decréscimo de 7,73%, diminuindo de 29.072 unidades para 26.826 unidades.

Revisão das expectativas para 2011
A Fenabrave revisou as expectativas do setor da distribuição para este ano. Segundo as novas estimativas, o setor de distribuição automotiva deverá contabilizar 5.595.722 unidades comercializadas, num crescimento de 8,38% e não mais 5,20%, como divulgado no início do ano.
Já os segmentos de automóveis e comerciais leves alcançarão 3.468.995 unidades comercializadas, numa alta de 5,90%, ao invés dos 4,20% projetados anteriormente. Os caminhões deverão alcançar 181.593 unidades, com crescimento de 17,70% ante os 15% esperados inicialmente pela entidade.
O setor de ônibus deve somar 31.234 unidades, com alta de 11,40% (a previsão anterior era de 10,30%), enquanto as motocicletas chegarão a 1.913.900 unidades vendidas, num acréscimo de 12,1%, contra 6,10% anunciados pela Fenabrave em janeiro.
Segundo Tereza Fernandez, diretora da MB Associados, empresa de consultoria econômica parceira da Fenabrave, as medidas macroprudenciais adotadas pelo Governo já surtiram o efeito desejado. “No segundo semestre, a inflação deverá ser menor que a registrada nos primeiros seis meses do ano, o que deve representar aumento da renda/poder de compra do consumidor. Este fator, somado aos dissídios de algumas categorias trabalhistas, deve apresentar melhores resultados nas vendas de veículos”, comentou Fernandez, explicando o motivo que levou a entidade a revisar as estimativas do setor.

 

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