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Thursday, October 13, 2011

Etanol tem alta em 16 Estados e DF



Agência Estado
Via: www.automotivebusiness.com.br

Os preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros recuaram em oito Estados e subiram em 16 e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada em 7 de outubro de 2011.

No Espírito Santo e no Paraná, os preços permaneceram estáveis. Por problemas técnicos, a ANP está atrasando a divulgação dos dados. No período de um mês, os preços do etanol recuaram em seis Estados e registram alta em outros 20 e no Distrito Federal.

Em São Paulo, maior Estado consumidor, as cotações subiram 0,16%. No período de um mês, os preços médios do etanol registram queda de 0,69% nos postos paulistas. A maior alta semanal foi verificada no Distrito Federal, de 4,4%. A maior queda semanal foi encontrada na Bahia, de 0,72%.

O preço médio em São Paulo ficou em R$ 1,87 por litro, ante R$ 1,867 na semana anterior. No Paraná, o valor médio ficou em R$ 1,995 (estável). No período de um mês, a maior queda foi verificada na Bahia, onde a cotação média recuou 1,53%. No mês, a maior alta foi no Distrito Federal, de 4,62%.

Na média de preços do Brasil, a gasolina permanece mais competitiva que o etanol, de acordo com a ANP. Em relação à média do preço da gasolina no País, que foi de R$ 2,755 por litro, o preço do etanol é competitivo até R$ 1,9285 por litro. Como o preço médio do etanol no Brasil está em R$ 2,009, os valores da gasolina estão 4% abaixo do ponto de equilíbrio.

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,499 por litro, no Estado de São Paulo. O valor máximo foi de R$ 2,99 por litro, encontrado no Maranhão. Na média de preços, o menor valor médio foi R$ 1,87 por litro, registrado em São Paulo, e o maior preço médio esteve Acre, a R$ 2,534 por litro.



Monday, September 26, 2011

Scania lança semipesado P 270 movido a etanol

Pedro Kutney, AB
De Caxias do Sul

www.automotivebusiness.com.br


Depois de vender 50 ônibus movidos a etanol para a cidade de São Paulo, a Scania agora aposta em ganhar “clientes verdes” também com seus caminhões. A marca sueca lançou o semipesado P 270 equipado com o mesmo motor de 270 cavalos dos ônibus, que funciona em ciclo diesel alimentado por E95, mistura de 95% de álcool hidratado com 5% de aditivo para controlar a combustão, que já é misturado e distribuído pela Raízen no Brasil – a associação entre Cosan e Shell. Roberto Leoncini, diretor geral da Scania do Brasil, informa que o P 270 já está à venda, sob encomenda. “Se o cliente pedir 100 levamos oito semanas para entregar.” Ele diz que a intenção é ter uma “solução viável na prateleira” para alguns embarcadores verdes, que têm compromissos traçados de responsabilidade ambiental a cumprir, incluindo compras de fornecedores empenhados em reduzir impacto ambiental e emissões de CO2, como seria o caso de serviços de transporte. Leoncini revela que já há interessados em negociação. Embora ainda não possa revelar o nome do primeiro cliente do P 270 a etanol, ele cita algumas empresas interessadas em ter uma imagem verde, como Boticário, Natura, Carrefour e Wal Mart, que poderão contratar transportadores que usam veículos a etanol. 

As próprias usinas produtoras de álcool combustível são potenciais compradoras do caminhão a etanol. “A cada 100 caminhões usados na indústria da cana existem 20 a 25 veículos na frota de apoio que podem migrar para o etanol”, avalia o executivo.

As principais contraindicações do P 270 são o preço, de 10% a 15% mais caro do que um modelo similar a diesel, e o consumo cerca de 40% maior. “O custo operacional pe maior, mas tem o ganho ambiental”, pondera Leoncini, lembrando que as emissões de CO2 do veículo a etanol são cerca de 90% menores do que um a diesel. O P 270 até excede os limites de emissões do Proconve P7 e nem precisa usar o catalisador SCR empregado nos caminhões a diesel Euro 5. 

Monday, July 25, 2011

Inflação do etanol é a pior em 8 anos

Alessandra Saraiva e Sergio Torres / RIO - O Estado de S.Paulo
Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a inflação acumulada do álcool anidro atingiu em 2011 o maior patamar em oito anos em um mês de junho. Em comportamento atípico para o período de safra de cana-de-açúcar, o produto no atacado subiu 46,08% em 12 meses.
Feito a pedido da Agência Estado, o estudo indica que o impacto chegou ao varejo e elevou os preços do álcool combustível e da gasolina para o consumidor. O álcool anidro é usado na mistura da gasolina.
O quadro de preços altos e carência de oferta de etanol tende a se manter nos próximos dez anos, revela outro estudo, feito pela consultoria Projeto Brasil Sustentável, especializada no segmento sucroalcooleiro.

Mantidas as recentes taxas de evolução do setor, nas próximas cinco safras, haverá déficit de mais de 25% da oferta de etanol em relação à demanda. A produção anual estimada será de 780 milhões de toneladas de cana, enquanto o mercado só estará bem atendido com um mínimo de 980 milhões de toneladas.
Na extensão do cenário para dez safras, a situação piora. Em 2021, a oferta de etanol estará 40% menor que a necessidade do mercado. A safra será de 970 milhões de toneladas para um consumo superior a 1,3 bilhão.
A atual oferta de cana não consegue atender à crescente demanda por açúcar e etanol, alerta o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. "Os preços deveriam estar caindo nesta época."
O anidro mais caro afeta a evolução dos indicadores inflacionários do varejo. O preço do etanol gerou uma migração de consumidores para a gasolina, que também tem anidro na fórmula.
No Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), calculado pela FGV, o álcool combustível acumula alta de 29,12% em 12 meses, também a mais elevada em oito anos. A gasolina subiu 7,70%, o mais forte aumento em cinco anos para o período.
No Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho, prévia do IPCA, referência como meta inflacionária, os combustíveis tiveram trajetória incomum, diz a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos.
O preço da gasolina caiu 3,43% em junho e 1,49% em julho - reduzindo pela metade o ritmo de queda. Já o etanol subiu 1,79% em julho, após cair 16,53% em junho. Juntos, os combustíveis respondem por cerca de 4,5% do IPCA e normalmente recuam nesta época do ano, segundo a coordenadora. "Pelo que observamos na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o peso do etanol tende a aumentar no IPCA", disse Eulina.
Área plantada. A cana ocupa cerca de 7 milhões de hectares (2% da terra arável do país), de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Antes da crise global de 2008, a área plantada de cana crescia 10% ao ano. Cresce hoje de 2% a 3%.
Desde 2008 o setor amarga menos crédito à indústria e não recuperou níveis de investimento do pré-crise, lamenta o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina Júnior.
"Sem novos investimentos, a produtividade cai. E tivemos problemas com o clima. Em 2009, chuvas constantes. em 2010, secas. Este ano, geadas afetaram a qualidade da cana e reduziram o potencial de produção de açúcar". A projeção de produção de cana do Centro-Sul do País na safra 2011/12 caiu de 560 milhões para 530 milhões de toneladas.
Com a menor oferta, o governo discute com a iniciativa privada a redução da mistura de 25% do anidro na gasolina, o que não é comum para esta época do ano. "Isso não elevará a oferta de cana. Temos hoje a mesma oferta que tínhamos há três anos, enquanto a demanda cresce", disse Antônio Pádua Rodrigues, diretor da Unica.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a demanda por etanol triplicará em uma década. Passará de 27 bilhões de litros em 2010 para 73 bilhões em 2020. 
As incertezas diminuíram o ritmo de abertura de novas usinas de etanol. Hoje são 426 no país. E a cada ano, surgem menos: 30 em 2008, 19 em 2009, 10 em 2010 e quatro em 2011.
 

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